terça-feira, 19 de outubro de 2010

Interessante. Por André Luiz Scariot


E você? O que ia ser quando crescesse?

Quando pequeno, eu queria ser médico. Medicina é um cuR$o bom, porém de$i$ti da idéia, $e é que você entende o porquê.
Às vezes fico imaginando como teria sido minha vida, caso houvesse me tornado um doutor. Qual seria minha especialidade?

Vamos começar falando de um sujeito, cuja especialidade é a Proctologia.

Antes de mais nada, vamos relembrar um velho ditado: Gosto não se discute. Gosto é igual ao objeto de estudo deste tão destemido profissional, cada um tem o seu.

E aí está um profissional que deve realmente gostar do que faz. A propósito, você sabe o que ele faz? Do que cuida este especialista? Com o que ele se ocupa?

Eu podia falar para você procurar no Google, se é que já não o fez, mas vou tentar explicar do meu jeito, sem ser indelicado com as palavras e sem falar palavrão. Sim, apesar de a palavra ter apenas duas letras, é considerada um palavrão. Um absurdo!

Na verdade, tem duas letras e um acento. Não confunda “acento” com “assento”. Acento e assento são duas coisas totalmente diferentes, mas têm tudo a ver com a palavrinha palavrão.

O acento está sempre na palavra, em cima dela pra ser mais exato. Já o lugar do assento é embaixo da palavra, não fica junto dela o tempo todo, mas em alguns casos, passa a maior parte do dia bem grudadinho a ela, vide o caso do motorista de ônibus por exemplo.

Temos que concordar! O português é realmente uma língua fantástica, não é mesmo? Mas é uma arma desagradável na mão de alguns desajustados que vêem duplo sentido em tudo. Cuidado com este tipo de gente!

Mas, voltando à explicação, vamos imaginar da seguinte forma: Pense num hospital como se fosse um time de futebol. O Proctologista é o zagueiro. O cara que cuida da retaguarda. Caso você ainda não tenha entendido e ainda tenha achado que o negrito no final do sétimo parágrafo foi um erro de digitação, vamos simplesmente dizer que o cidadão cuida das duas primeiras letras do verbo cuidar. Pronto! Mais direto que isso é impossível!

Definitivamente, não seria um trabalho para mim. Procuro sempre ver o outro lado das pessoas, mas não de uma forma tão radical.

Cirurgião plástico? Acho que minha sinceridade me atrapalharia neste ramo! Tem gente que não tem conserto e milagre nenhum cirurgião faz. Existem pessoas tão esticadas que você olha no rosto delas e o que parece uma verruga, na verdade é um mamilo.
Em que mais eu poderia ter me tornado? Vamos ver... Dentista... Psicólogo... Aliás, Dentista e Psicólogo são médicos? Não tenho certeza. Mas não importa, o texto é meu e, caso não sejam, eu os declaro médicos a partir de agora!

Dentista. O que falar sobre os tiradentes?

Não tenho o que falar.

E eles também nem deixam a gente falar.

No máximo, cuspir, quando você já está quase se afogando na própria saliva.

Na verdade, alguns deles, a maioria pra ser bem franco, são bem mentirosos.

“_ Se doer levanta a mão.”

E você até levanta a mão! Mas não a-di-an-ta! A broca não pára! E quanto mais você a levanta, mais alimenta o desejo insaciável e sádico do senhor dos canais.

Eu tinha Tiradentes como herói, um mártir da inconfidência, mas começo a desconfiar que o motivo de seu enforcamento não foi nada político...

Psicólogo. Eu ia ser meu principal cliente.

Não admito piada de duplo sentido com isso, mas às vezes acho que tenho outro por dentro. Contudo, existe um lado bom em ser dois. Você nunca fica sozinho, sempre tem um ao outro.

Gastrologista. Provavelmente não ia me conter em dizer para algumas pessoas que elas têm o rei na barriga e talvez até achar um na minha própria.

Muito bem! Não me tornei um médico. Virei bancário. Mas percebo que passo por muitas coisas pelas quais um médico passa no dia a dia.

Loucos? Já perdi a conta de quantos atendi e com quantos trabalhei! Aliás, estou quase convencido que pra entrar no banco, o exame psicológico é feito às avessas... Vide o meu caso, por exemplo...

Vários clientes rindo pra mim, mostrando os dentes como se eu fosse um dentista na hora de pegar um empréstimo, mais tarde querendo me enforcar quando não pagaram e receberam a visita do oficial de justiça.

Uma infinidade deles que pareciam ter o rei na barriga e outro tanto com a família real inteira por lá.

Uma porção que, apesar de não ter me mostrado o pinto, mostrou o dedo, sabe aquele do meio? Pois é... Este aí mesmo...

Enfim, mesmo não tendo sido um Proctologista, já perdi a conta de quantos fundos e poupanças mexi ou analisei.

Mesmo não sendo especialista na área, passo também por muitos apertos na minha rotina profissional e com o passar dos anos, aprendi muitas lições:


Aprendi que às vezes o buraco é mais embaixo;
Que os caminhos retos nem sempre são os mais agradáveis de se percorrer e;
Que, em algumas ocasiões, vão-se os anéis, mas ficam os dedos... Ou ficam os anéis e saem os dedos, não importa, no final, dá tudo na mesma m...


O destino é definitivamente irônico, você não acha?


E você? O que ia ser quando crescesse? Hã?

Do grande escritor André Luiz Scariot

3 comentários:

  1. Olá amigo! Este artigo foi escrito por um amigo meu, André Luiz Scariot. Achei bem interessante também.

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  2. André Luiz Scariot2 de novembro de 2010 06:12

    ô amigo! põe o crédito do texto aí! deu trabalho para escrever... André Luiz Scariot

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